Agora vejam o encontro da política com o futebol. O pai do futuro presidente da CBF, Zeca Xaud, é presidente da Federação de Futebol de Roraima há 40 anos e tem como grande amigo o ex-senador Romero Jucá, que foi líder do governo Sarney no Senado. Aliás, Romero Jucá foi líder no Senado de quase todos os ex-presidentes. Hoje tem uma empresa de consultoria e lobby em Brasília.
A amizade não é só entre os dois. O futuro presidente da CBF foi candidato a deputado federal na última eleição obtendo apenas 4.800 votos, mas reforçou os laços de amizade entre as famílias Jucá e Xaud. Nenhum time de Roraima disputa sequer a terceira divisão do futebol mas agora o presidente de sua federação será o comandante da entidade mais poderosa do futebol brasileiro.
A articulação contou ainda com o apoio de um outro interessado na CBF, Flávio Zveiter, que havia tentado concorrer contra Ednaldo mas não conseguiu. Hoje, com o apoio das famílias Jucá, Sarney e Zveiter, Xaud tornou-se imbatível e vai comandar um orçamento gordo, receitas da ordem de R$2,25 bilhões.
O papel decisivo para o afastamento do presidente da CBF foi o seu rompimento com Fernando Sarney que tem um longo histórico à frente da CBF, quase 30 anos, passando pelas administrações de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo e até Ednaldo Rodrigues, quando rompeu e não quis participar da sua chapa na última eleição.
Como se pode deduzir com as informações acima, o nosso futebol anda mal das pernas. Sobram pernas de pau e faltam mestres da "bola de neve" da corrupção.DA REDAÇÃO
Por José Portnalli Alencar
Com informações da Agência de Notícias/Blog do Garotinho
"Faz Tua Obra Acontecer Senhor. Louvado Seja Deus!"




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