O recurso em julgamento contesta a decisão da 84ª Zona Eleitoral de Araripina, que havia considerado improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por suposta fraude à cota de gênero envolvendo o partido Podemos nas eleições de 2024.
A denúncia, movida por Robério de Tico de Roberto (PP), João Dias (PSB) e Gerby Alencar (PDT), aponta indícios de candidatura fictícia de Raimunda Martins (Podemos), que obteve apenas 11 votos, sem realizar campanha nas ruas ou redes sociais. Para os autores, trata-se de uma manobra clara para burlar a legislação que exige o mínimo de 30% de candidaturas femininas.Na última sessão, realizada em 04 de agosto, o relator do caso, desembargador André Luiz Caúla Reis, votou a favor do recurso, sendo acompanhado por outro magistrado. No entanto, um pedido de vista suspendeu a decisão, que será retomada hoje com os votos restantes dos demais juízes.
Caso o TRE reconheça a fraude, os 9.876 votos do Podemos serão anulados, alterando diretamente o quociente eleitoral — de 2.500 votos por vaga para aproximadamente 2.183 — o que poderá resultar na perda de mandato dos vereadores: Naicon Arruda, Luciano Belo, João Doutor e Elias de Chicão.
Com a eventual cassação, assumiriam as vagas na Casa Joaquim Pereira Lima os suplentes mais votados de partidos como PSB, PP, PSD e PDT. A nova configuração poderia significar uma importante mudança na correlação de forças políticas em Araripina, impactando diretamente o cenário eleitoral de 2026.
O julgamento é acompanhado com grande expectativa por lideranças políticas locais, militantes e pela população, que aguarda por justiça e transparência no processo eleitoral.
Seguiremos acompanhando os desdobramentos desta pauta que pode entrar para a história política de Araripina.






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