No Araripe, a cena se repete a cada eleição, e, ao que parece, ainda está longe de acabar.
CDA NEWS | SERTÃO DO ARARIPE
Quando o povo precisa de ajuda, recorre a quem está perto. Procura as deputadas da região, bate na porta de quem conhece a realidade local, de quem vive os problemas da saúde precária, das estradas abandonadas, da falta de oportunidades. Mas, na hora do voto, uma parcela significativa decide apostar em candidatos de fora. E é aí que começa a polêmica.
Não é difícil entender a lógica: o candidato de fora não tem compromisso histórico com a região. Ele não precisa voltar depois. Seu objetivo é simples, sair daqui com uma boa votação e fortalecer seu projeto de manutenção de poder. E só.
Enquanto isso, deputados com atuação contínua no Araripe, como Roberta Arraes e Socorro Pimentel, seguem sendo acionadas nos momentos mais difíceis. São esses nomes que recebem as cobranças, que intermediam demandas, que tentam destravar ações nas áreas mais sensíveis.
O resultado dessa inversão é perverso. A região perde força política. Perde espaço nas decisões. Perde investimentos. E continua enfrentando os mesmos problemas de sempre: hospitais sobrecarregados, educação com estrutura limitada, infraestrutura esquecida.E quem ganha com isso?
Algumas lideranças locais, que negociam apoio em troca de benefícios pontuais. E os próprios candidatos de fora, que transformam o Araripe em um verdadeiro curral eleitoral temporário.
Quem perde é o povo.
O debate precisa ser feito com coragem: até quando o Araripe vai continuar fortalecendo projetos políticos que não têm qualquer compromisso com seu desenvolvimento?
Voto não é moeda de troca. É ferramenta de transformação.
E enquanto essa consciência não for coletiva, o ciclo vai continuar, eleição após eleição, promessa após promessa, abandono após abandono. Fica essa reflexão. O CDA NEWS está aqui atento oferecendo informações do litoral ao sertão.










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